DISCURSO DO PRESIDENTE DA CET NA CELEBRAÇÃO DO PRIMEIRO ANIVERSÁRIO DO PONTIFICADO DO PAPA LEÃO XIV

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CELEBRAÇÃO DO PRIMEIRO ANIVERSÁRIO DO PONTIFICADO DE SUA SANTIDADE O PAPA LEÃO XIV

Discurso de Sua Eminência Dom Virgilio do Carmo da Silva, SDB

Arcebispo de Dili e Presidente da CET

Nunciatura Apostólica-Díli, 30 de Abril de 2026

 

Sua Excelência o Presidente da República Democrática de Timor-Leste, Dr. José Ramos-Horta; 

Excelentíssimo e Reverendíssimo Dom Norberto do Amaral, Bispo de Maliana e Vice-Presidente da CET; 

Excelentíssimo e Reverendíssimo Dom Leandro Maria Alves, Bispo de Baucau e Secretário-Geral da CET; 

Reverendíssimo Monsenhor Marcel Smejkal, Encarregados dos Negócios de Santa Sé  em Timor-Leste.

Excelências, Membros do Governo e Distintos Deputados do Parlamento Nacional; 

Distintos Membros do Corpo Diplomático; 

Reverendos Padres, Irmãs e Irmãos Religiosos;

Distintos Convidados, Minhas Senhoras e Meus Senhores;

 

Num mundo marcado pela fragmentação, pela violência e pelos conflitos que ferem o coração da humanidade dos nossos dias, sentimos a necessidade urgente de um líder global que saiba falar a única linguagem capaz de derrubar muros: a linguagem do amor e da paz. O Papa Leão XIV foi eleito num tempo de profundas tensões globais; por esta razão, o seu primeiro anúncio não foi um programa político, mas um dom Pascal. Desde o primeiro momento, ao aparecer na varanda central da Basílica de São Pedro, começou com palavras que ainda vibram nas nossas almas: «A paz do Cristo Ressuscitado desarmada e desarmante, humilde e perseverante».

Esta frase não foi uma simples saudação, mas o início de um itinerário pastoral voltado para a cura das nações. A paz que o Santo Padre traz no seu coração tomou carne nos seus gestos: nas suas viagens apostólicas às fronteiras do mundo, no seu abraço aos marginalizados e no seu apelo incansável ao desarmamento — não apenas das armas, mas, acima de tudo, dos corações. As suas mensagens recordam-nos que a paz não é apenas a ausência de guerra, mas a plenitude da justiça e o fruto da caridade.

Na Sua infinita providência, Deus concede à Igreja a pessoa certa no momento oportuno. No Papa Leão XIV, reconhecemos um Pastor dado por Deus segundo o Seu próprio coração: um coração pacífico e misericordioso, repleto daquela “doçura evangélica” que abala as consciências dos poderosos e consola o clamor dos humildes. O seu Pontificado, cujo primeiro aniversário celebramos hoje, tornou-se um farol de esperança. A sua presença e os seus gestos tocam os corações daqueles que hoje são atribulados pela violência, pela fome e por aquela “cultura do descarte” que tantas vezes condena os mais fracos ao abandono.

Esta missão reflete-se através do seu Lema Papal: «In Illo Uno Unum» — “Em Aquele que è Um, somos um”, ou seja “em Cristo, somos um». Estas palavras, extraídas da Exposição sobre o Salmo 127 de Santo Agostinho, explicam que, embora nós, cristãos, sejamos muitos, no único Cristo somos verdadeiramente um. A sua missão é promover a comunhão e a unidade da Igreja, e nós, como cristãos, somos chamados a viver esta unidade, partilhando este caminho com os outros para criar harmonia e paz no mundo.

É providencial que esta celebração de aniversário ocorra durante a semana em que a Liturgia nos convida a contemplar a imagem de Cristo Bom Pastor. Como um verdadeiro pastor, o Papa Leão XIV caminha à nossa frente, mostrando-nos o caminho do Evangelho, que nos transforma interiormente para nos tornar testemunhas credíveis. Ele caminha ao nosso lado para partilhar as nossas alegrias e tristezas, sentindo as nossas emoções humanas com empatia e unindo-se a nós em oração. Finalmente, ele caminha atrás de nós para proteger o seu rebanho, garantindo que ninguém seja deixado para trás e agindo como nosso guardião e intercessor.

A Igreja em Timor-Leste bate em uníssono com o coração do Sucessor de Pedro. Nós, que conhecemos o preço do sofrimento e o valor da liberdade, olhamos para o Papa Leão XIV como a voz dos que não têm voz e um promotor da unidade, reconciliação e fraternidade. Embora a distância física nos separe de Roma, a nossa fé aproxima-nos. Não somos meros espetadores da sua missão; somos, como ele nos chama a ser, operários da paz. Somos chamados a transformar cada paróquia, cada aldeia e cada família num laboratório de reconciliação, onde a vingança dá lugar ao perdão. Nós, uma pequena porção do Povo de Deus neste país, garantimos as nossas orações constantes pelo nosso amado Papa Leão XIV.

Hoje, elevamos uma oração coral ao Senhor: Sustentai, ó Pai, o caminho do Papa Leão XIV. Concedei-lhe a sabedoria de Salomão, a fortaleza dos mártires e a ternura de Maria, Rainha da Paz. Que o seu magistério continue a semear sementes de esperança num mundo que tem sede de Vós.

Que a bênção de Deus Todo-Poderoso nos alcance a todos e nos confirme na unidade.

Muito obrigado pela vossa atenção.

 

 

 

 

 

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