Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Arcebispo de Évora, D. Francisco José Senra Coelho,
Ilustres irmãos Bispos, queridos sacerdotes, religiosos e religiosas, caríssimos irmãos e irmãs em Cristo.
Em nome da Conferência Episcopal Timorense, permitam-me expressar a nossa profunda gratidão a Vossa Excelência Reverendíssima pela sua presença no meio de nós, hoje, nesta celebração tão emblemática, que assume para o povo timorense um significado tão especial.
Agradecemos, antes de tudo, a sua presença entre nós. Sabemos que o Senhor Arcebispo é a primeira pessoa a quem devemos esta manifestação de acolhimento e fraternidade. Por isso, com toda a gratidão e confiança, permitimo-nos sonhar que Évora possa ser o último e definitivo lugar de acolhimento, não apenas dos restos mortais destes ilustres prelados que tanto deram a vida à Igreja e ao povo de Timor-Leste, mas também de todos nós, timorenses, durante este tríduo de homenagem e memória.
Évora é, por tradição, uma cidade acolhedora, uma verdadeira Cidade-Museu e Património Mundial, guardando uma história que atravessa séculos, desde a antiga tradição ligada à deusa Diana até à riqueza cristã que hoje continua a marcar profundamente esta cidade e esta arquidiocese. Mas, para nós timorenses, Évora é ainda mais do que apenas uma cidade histórica. É um núcleo, uma casa e um ninho acolhedor de vocações, uma dispensa de missionários, uma terra que tem dado muitos frutos à Igreja, particularmente através da formação de sacerdotes e bispos. (Évora é a primeira contribuidora dos bispos em Portugal. E eu pessoalmente, tenho a honra e o orgulho de me reconhecer também como fruto dessa história e desse privilégio).
E esta missão de acolhimento continua a presente data, através da sua generosidade com que a Évora continua a receber e acompanhar os nossos seminaristas timorenses. Por tudo isto, a nossa gratidão não é apenas de hoje: é uma gratidão que nasce de uma história de amizade, de fraternidade e de comunhão entre Portugal e Timor, sobretudo a arquidioceso de Évora.
Senhor Arcebispo, sentimos-nos verdadeiramente acolhidos. Sentimos que esta casa também é nossa. E queremos que esta celebração seja uma expressão pública da nossa profunda amizade e reconhecimento por tudo quanto Vossa Excelência e a Igreja de Évora têm feito por nós. Estamos particularmente felizes e agradecidos em primeiro lugar, pelo acto de entrega dos restos mortais de Dom José Joaquim Ribeiro, realizado hojo, que permitiu, finalmente, que os seus restos mortais se juntassem aos de Dom Jaime e Mons. Martinho. Este gesto tem para nós um significadomuito profundo, pois simboliza a comunhão e continuidade dos nossos primeiros pastores.
Permitam-me ainda agradecer a presença de todos os sacerdotes, religiosos e religiosas, da comissão organizadora da Embaixada de Timor-Leste em Portugal na pessoa do Excelência Sr, Manuel Serrano e de todos os seus subordinados, dos jornalistas e dos meios de comunicação, do coro dos nossos estudantes e seminaristas, da comunidade cristãs timorenses aqui presentes, bem como de todos os amigos portugueses que se quiseram associar a este momento tão significativo.
Que Deus recompense abundantemente todo o carinho, acolhimento e generosidade que temos recebido.
Muito obrigado, Senhor Arcebispo.
Muito obrigado, Igreja de Évora.
E que Deus continue a fortalecer os nossos laços de fraternidade.
Muito obrigado.
Dom Leandro.
Évora, Portugal, 18 de Agosto de 2026.
